Guerra no Oriente Médio: Lula cobra líderes globais por paz, critica corrida armamentista e lamenta perda de credibilidade da ONU
Declaração foi dada na Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe, em Brasília.
Por Kellen Barreto, g1 — Brasília
04/03/2026 12h53 Atualizado 04/03/2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um apelo nesta quarta-feira (4) aos líderes mundiais para que busquem o caminho da paz diante da guerra do Oriente Médio, e para que priorizem o combate à fome em vez de ampliar os gastos com armamentos.
A declaração foi dada na Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe, em Brasília.
Lula afirmou que os cerca de US$ 2 trilhões gastos no ano passado com conflitos poderiam ser divididos entre os 630 milhões de pessoas que passaram fome no mundo.
O presidente cobrou diretamente os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e criticou o que classificou como "foco excessivo no fortalecimento militar."
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Segundo ele, recursos destinados a armas, drones e aviões de combate não produzem alimentos e acabam agravando conflitos.
Lula fez críticas diretas à atuação da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmando que a entidade tem perdido credibilidade por não cumprir os princípios estabelecidos em sua carta de fundação.
Segundo o presidente, a ONU está “cedendo ao fatalismo” e dando mais espaço aos interesses ligados às guerras do que às iniciativas em defesa da paz e do combate à fome.
Para Lula, até o momento a ONU não chamou os países para buscar uma solução no Oriente Médio.
Lula ainda defendeu que a América Latina mantenha sua posição como zona de paz. Segundo ele, a região precisa agir com soberania e não aceitar a permanência da desigualdade histórica. “A paz é a única possibilidade de fazer a humanidade avançar”, afirmou.
Lula participa da sessão de abertura do Fórum Mundial da Alimentação 2025 — Foto: Foto: Ricardo Stuckert / PR
- Esta reportagem está em atualização